CRISE DO SISTEMA COLONIAL

Crise do sistema colonial foto

            A crise colonial teve como antecedentes as diversas revoluções que ocorreram não só na Europa, mas também na América do Norte e uma série de movimentos nativistas realizada na colônia portuguesa.

Como se deu a crise?

Com todas essas revoluções, a Independência dos Estados Unidos da América e as ideias iluministas, vários movimentos emancipacionistas foram realizados, como a Inconfidência Mineira que aconteceu no ano de 1789, que apesar de ter caráter idealista, foi a primeira rejeição ao sistema colonial português. Além deste movimento, outros importantes foram a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates, que aconteceu em 1798 e a Conspiração dos Suassunas no ano de 1801.

Com o surgimento das novas ideias, assim como transformações econômicas e sociais e o desenvolvimento da colônia, a população colonial começou a ter um sentimento de emancipação que deu origem à crise no sistema colonial.

INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Os inconfidentes querem a independência do Brasil e instaurar a República. Pretendem incentivar as manufaturas, proibidas desde 1785, e fundar uma universidade em Vila Rica, atual Ouro Preto. Integrado por membros da elite intelectual e econômica da região – fazendeiros e grandes comerciantes –, o movimento reflete as contradições desses segmentos: sua bandeira traz o lema Libertas quae sera tamen (Liberdade ainda que tardia), mas não se propõe a abolir a escravidão.

Conspiradores

Entre os conspiradores estão Inácio José de Alvarenga Peixoto, ex-ouvidor de São João del Rey; Cláudio Manoel da Costa, poeta e jurista; tenente-coronel Francisco Freire de Andrada; Tomás Antônio Gonzaga, português, poeta, jurista e ouvidor de Vila Rica; José Álvares Maciel, estudante de Química em Coimbra que, junto com Joaquim José Maia, procura o apoio do presidente americano Thomas Jefferson; Francisco Antônio de Oliveira, José Lopes de Oliveira, Domingos Vidal Barbosa, Salvador Amaral Gurgel, o cônego Luís Vieira da Silva; os padres Manoel Rodrigues da Costa, José de Oliveira Rolim e Carlos Toledo; e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Derrama

O momento escolhido para a eclosão da revolta é o da cobrança da derrama, imposto adotado por Portugal no período de declínio da mineração do ouro. A Coroa fixa um teto mínimo de 100 arrobas para o valor do quinto. Se ele não é atingido, os mineradores ficam em dívida com o fisco. Na época, essa dívida coletiva chega a 500 arrobas de ouro, ou 7.500 quilos. Na derrama, a população das minas é obrigada a entregar seus bens para integralizar o valor da dívida.

A devassa

O movimento é denunciado pelos portugueses Joaquim Silvério dos Reis, Brito Malheiros e Correia Pamplona, em 5 de março de 1789. Devedores de grandes somas ao tesouro real, eles entregam os parceiros em troca do perdão de suas dívidas. Em 10 de maio de 1789 Tiradentes é preso. Instaura-se a devassa – processo para estabelecer a culpa dos conspiradores –, que dura três anos. Em 18 de abril de 1792 são lavradas as sentenças: 11 são condenados à forca, os demais à prisão perpétua em degredo na África e ao açoite em praça pública. As sentenças dos sacerdotes envolvidos na conspiração permanecem secretas. Cláudio Manoel da Costa morre em sua cela. Tiradentes tem execução pública: enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792, seu corpo é levado para Vila Rica, onde é esquartejado e os pedaços expostos em vias públicas. Os demais conspiradores são degredados.

Imagem de um dos principais conspiradores,o Tiradentes:

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Bandeira idealizada pelos inconfidentes:

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CONJURAÇÃO BAIANA

De caráter social e popular, a Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates, como também é conhecida, explode em Salvador em 1798. Inspira-se nas ideias da Revolução Francesa e da Inconfidência Mineira, divulgadas na cidade pelos integrantes da loja maçônica Cavaleiros da Luz, todos os membros da elite local – Bento de Aragão, professor, Cipriano Barata, médico e jornalista, o padre Agostinho Gomes e o tenente Aguilar Pantoja. O movimento é radical e dirigido por pessoas do povo, como os alfaiates João de Deus e Manoel dos Santos Lira, os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens. Propõe a independência, a igualdade racial, o fim da escravidão e o livre comércio entre os povos.

O processo de independência do Brasil

No Brasil, a crise do sistema colonial foi marcada por contestações e aspirações de liberdade do povo brasileiro.

Portugal, devido à União Ibérica, a luta contra a presença holandesa no território colonial, assim como o declínio da produção de açúcar, entrou em crise financeira e econômica.

O país então firmou um acordo comercial com a Inglaterra, demonstrando a crise e a dependência econômica que estaria sendo firmada. Até o século XIX não existia nenhum projeto unificado de Brasil, e as províncias pensavam de forma separada quando discutiam uma independência – sendo que esta, inclusive, não tinha o mesmo significado para todos. Algumas pessoas participantes da elite colonial se enxergavam como portuguesas e não brasileiras, gerando conflitos.

A independência do Brasil somente se deu quando Dom João voltou à Portugal. Dom Pedro permaneceu no Brasil, firmando um acordo com uma nova elite que defendia a união com Portugal. No ano de 1822, mais especificamente em 7 de setembro, Dom Pedro declarou a independência sem revolução.

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